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Tendência: a aplicação de botox por dentistas

29 de novembro de 2018

   

Se você faz parte do grupo de pessoas que estão sempre antenadas com as últimas tendências, com certeza já ouviu falar da aplicação de toxina botulínica do tipo A (BOTOX ®) e preenchimento facial por dentistas.

 

Embora pareça ser recente, os profissionais vêm enfrentando uma dura batalha para quebrar preconceitos e tabus quando o assunto une as palavras BOTOX® e dentistas. O Conselho Federal de Medicina (CFM) levantou o debate judicial frente ao Conselho Federal de Odontologia (CFO) com argumentos baseados nas complicações que o procedimento pode causar aos pacientes, já que os conhecimentos dos odontólogos não são os mesmos que os de um médico. Mas afinal, do que se trata tudo isso?

 

A Doutora Maira Sá, atualmente exercendo na Clínica Odontológica de Reabilitação Integrada - CLORI; pós graduada em Periodontia pela Escola Bahiana de Medicina, Odontologia Hospitalar (Hospital São Rafael) e Harmonização Facial (Clínica Guimarães Lima), atualmente cursando Especialização em Implantodontia pela ABO-BA tirou todas as dúvidas que possam existir sobre este procedimento.

 

Maira explica que, comercialmente conhecido como BOTOX®, a toxina botulínica do tipo A é uma substância derivada de bactérias. Quando aplicada numa região, gera o bloqueio dos sinais nervosos musculares, o que faz com que o músculo se contraia com menos vigor. O procedimento é realizado através de microinjeções de solução da substância e pode ser aplicado anestésico sobre a região previamente, o que torna o processo praticamente indolor.

 

Além disso, o uso tem fins terapêuticos, funcionais e estéticos. Podemos utilizá-lo para "diminuir a força" do apertamento dentário, diminuindo a contração muscular em pacientes que apresentam bruxismo e, desta forma, prevenimos o desgaste dos dentes e resolvemos muitos casos de cefaleia (dor de cabeça) associadas à DTMs (disfunções temporomandibulares - problemas nas articulações da mandíbula). Nestes casos, o uso adjuvante de placas interoclusais é indicado para complementar o tratamento.

 

O sorriso gengival - quando aparece muita gengiva ao sorrir - também pode ser corrigido com aplicações da toxina.

 

Quando se fala em estética, a doutora explica que o BOTOX® consegue atenuar e prevenir rugas e linhas que são causadas pela movimentação dos músculos da expressão facial. Nós naturalmente sorrimos, franzimos a testa, movimentamos as sobrancelhas e com o passar dos anos, isto pode acarretar na formação de rugas e "pés de galinhas".

 

Sobre os efeitos destas aplicações, podem durar de 4 a 6 meses, mas o tempo de duração depende muito do metabolismo do paciente. Para retomar o resultado, podem ser feitas novamente aplicações também de 4 a 6 meses.

 

Mas o debate tem um fundamento mais acadêmico, questionando a capacidade profissional que o dentista possui para executar o procedimento. Quanto a isso, a doutora Maira deixou claro que para realizar a aplicação da toxina ou outras técnicas de Harmonização Facial o cirurgião-dentista precisa ter habilitação através de cursos voltados para este aprendizado, onde são reforçados conhecimento de anatomia craniofacial, fisiologia, técnicas de harmonização, entre outros tópicos.

 

Por tanto, não são todos os dentistas que podem aplicar, pois quando não realizado de maneira correta, o tratamento com a toxina pode gerar assimetrias faciais e uma insatisfação muito grande por parte do paciente. Ainda assim, passado o tempo de ação da substância, o problema é solucionado.

 

A odontóloga ressalta, ademais, que a Odontologia não trata apenas dos dentes, mas de todo o sistema estomatognático (boca e estruturas relacionadas). “Durante a graduação e em cursos de pós-graduação estudamos Anatomia de todo o corpo, com enfoque em estruturas craniofaciais. Isso respalda a decisão apresentada no mês de agosto de 2018, através da Lei nº 5.081/66 e com base em resoluções do CFO, os cirurgiões-dentistas têm autorização legal e competência profissional para a utilização da toxina botulínica e de preenchedores faciais para fins odontológicos, extinguindo o processo que limitava cirurgiões-dentistas de aplicarem toxina botulínica”, afirmou Maira.

 

Quanto ao custo e as contraindicações, a dentista especificou que atualmente está cada vez mais acessível, mas é necessária uma consulta inicial onde, mediante avaliação profissional o tratamento será planejado de forma específica, já que se trata de um procedimento individualizado pela demanda de cada paciente. Mas cuidado! Maira salienta que nem todo mundo pode optar por essa técnica. “Mulheres gestante e lactentes, portadores de doenças autoimunes e de problemas neurológicos relacionados ao tecido muscular, pessoas alérgicas à proteína do ovo e que tomam alguns medicamentos específicos. Como dito, a consulta prévia de anamnese e planejamento é imprescindível para a indicação correta do uso da toxina”.

 

   

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